Olá família Manguetown, tudo certinho?

Hoje vamos falar de um dos exercícios mais incompreendidos e odiados que existe, o Turkish Get Up(TGU), ou Levantamento Turco.

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Fazemos o TGU com pouca frequência na nossa programação, uma vez a cada 1 mês e meio, mais ou menos, porém toda vez que colocamos ele no quadro é a maior “resenha”.

“Para que isso”?

“Se um dia eu usar isso eu cegue”

“Que saco!”

“É uma coreografia?”

“Que negócio chato da gota!”

Então, não vai ser nem seu Coach que vai lhe explicar agora, por que parece que não está funcionando –” rsrsrsrsrs

Irei pegar trechos de dois textos escritos por professores que são referências no treinamento com Kettlebell, da “ADF(Arte da Força) e do “Kettlebell and Fitness”.

Vamos ao texto:

“Quando olhamos um vídeo ou uma foto deste exercício, jamais imaginamos o quanto ele é exigente no que diz respeito à força e a planos de movimento do corpo.

O Turkish Get-Up, também conhecido como TGU  é um daqueles exercícios que caiu em completo desuso, mas fez o seu grande regresso graças a Pavel Tsatsouline e Steve Maxwell. Um exercício cheio de sutilezas a aperfeiçoar, é um daqueles movimentos que não são feitos porque “eu quero ficar com os bíceps maiores!”, mas sim porque ter um corpo saudável é o mais importante. Basicamente, deitem-se no chão, peguem num peso, levantem-se e voltem a se deitar. Simples, certo? 

O TGU pode ser descrito como uma espécie de yôga com pesos. Num só movimento é trabalhado, praticamente, toda a mobilidade e estabilidade do corpo inteiro, do tornozelo ao ombro.

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Olhando atentamente fase por fase temos uma leitura perfeita do quanto precisamos de força integrada em nosso corpo para conseguirmos equilibrar um peso sobre a nossa cabeça, de maneira eficiente e estável em todas as suas fases.

O core tem todo um trabalho de estabilidade em movimento e em posições “complicadas”. Segundo Gray Cook, com o TGU aprendemos a ativar o core exatamente para aquilo que foi criado. O core começa por ser ativado para rolarmos, depois para estabilizarmos, em seguida para elevarmos o tronco, e mais uma vez para estabilizarmos. Isto só na subida. Depois ainda vem o inverso.

O mais importante é que este não é um exercício para conseguir um grande “pump”, ou para levantar um peso enorme com uma técnica horrível. Aqui, o importante é a calma e a técnica. Encarem-no como uma técnica de funcionalidade/reabilitação/controle.

Pegue no peso, faça uma repetição controlada, prestando atenção a cada detalhe, e volte a por o peso no chão.

Mais uma vez, a melhor forma de encarar o TGU é como uma ferramenta que nos mostra a nossa evolução, a nossa mobilidade, o nosso controle, etc. Respeitem-no, e ganharão uma excelente ferramente no seu arsenal.

As vantagens? São infinitas, mas resumidamente, imagine: a cada fase uma conquista, a cada repetição concluída uma meta alcançada, pois para executá-lo com perfeição precisamos de dedicação, empenho e muita força. Romântico, não? Não mesmo, isso é FORÇA, cara!”

O Turkish além de desafiador e completo, ainda funciona como um teste para perceber falta de mobilidade, , força ou estabilidade em praticamente todas as articulações do corpo.

Então, sim! Próxima vez que você ver que tem Turkish Get Up no Wodify, não tire rest day, treine e treine com afinco como se fosse o Wod mais legal do mundo.

Um abraço a todos e bons treinos!

 

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